quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Pescadores de camarão vão receber seguro-defeso retroativo a 2016 e 2017

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Mais de 40 mil pescadores de camarão na Bahia terão o benefício do seguro-defeso regularizado, após ação civil pública ajuizada pela Defensoria Pública da União (DPU). Eles terão o cadastro atualizado para o pagamento retroativo dos benefícios suspensos em 2016 e 2017 pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
A medida foi garantida por um acordo firmado entre representantes do DPU, União, Ministério Público Federal (MPF) e INSS, que estabelece o prazo de 120 dias, prorrogáveis por mais 30, para a União realizar a atualização cadastral e enviar as informações ao INSS, responsável pelo pagamento.
Segundo informações da DPU, após o processamento dos requerimentos para correção das informações sobre a pesca do camarão, o INSS irá examinar os cadastros no prazo de 30 dias e deferir ou não o seguro-defeso para, em seguida, realizar o pagamento retroativo aos beneficiários.
Desta sexta-feira, 1º, até o dia 20 de janeiro de 2018, os pescadores devem entregar os documentos nas entidades representantivas ou no Escritório Federal de Aquicultura e Pesca da Bahia (Edifício Ceres, Largo dos Aflitos, S/N - Centro), para aqueles que não são filiados. Mais informações estão disponíveis pelo telefone 71 3444-7401.
Documentos necessários
Os pescadores de camarão devem preencher o requerimento de retificação de dados fornecido pela entidade representativa, sob a declaração de que pescam o crustáceo/camarão, na área de atuação indicada, constando o período que iniciou a atividade; e exercem de forma exclusiva e ininterrupta a atividade pesqueira.
Além disso, eles devem entregar comprovante de residência em nome do pescador ou familiar, emitido há menos de três meses do protocolo de requerimento, cópia da carteira de pesca ou RG e CPF e, para os pescadores filiados a entidades representativas, o termo de responsabilidade e compromisso assinado para o encaminhamento da documentação sob a declaração de que são filiados.
O pagamento retroativo será realizado desde que, na pesquisa do Sistema Nacional de Informação da Pesca e Aquicultura, fique constatado que o interessado realizou a manutenção da licença de pescador profissional artesanal nos anos de 2016 e 2017, mediante apresentação de relatório de exercício da atividade pesqueira referentes a 2015 e 2016, no qual tenha sido informado “camarão” como espécie explorada. Além disso, é exigido o requerimento tempestivo do benefício em 2016 e 2017, ou seja, a comprovação de que tenha sido feito o pedido do seguro no INSS durante o prazo do defeso estabelecido na lei.

Fonte: Uol/ Bahia Noticias

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Comunidade veta gravações da Globo em cidade na Bahia

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João Emanuel Carneiro terá que mudar os planos de gravação de sua próxima novela, "De Volta Para Casa", que será produzida pela TV Globo. O motivo? A população de Caraíva, na Bahia, se recusou a exibir a cidade como um dos cenários da trama.
Segundo o jornal "O Globo", o Conselho Ambiental da comunidade fez uma consulta pública e 88% da população ribeirinha votou contra as filmagens na região. Eles alegam que não querem expor o pequeno vilarejo na mídia nacional.
A emissora carioca não tem intenção de ir contra a vontade dos habitantes. Agora, a ideia da produção é buscar novos lugares para desenvolver a história. Entre as opções do autor estão as praias de Trancoso, também na Bahia.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Pescadores artesanais se mobilizam no DF; negociações continuam nesta quinta (23)

Cerca de 500 pessoas participaram das ações; entre eles, integrantes do MPP, Confrem e a ANP
Rafael Tatemoto, Brasil de Fato

 
Cerca de 500 pescadores e pescadoras ocuparam o Ministério do Planejamento com objetivo de apresentar uma lista de reivindicações ao governo golpista de Michel Temer (PMDB). A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira (22).
Embora já tenham desocupado o espaço, as negociações com diversos órgãos do Executivo federal devem continuar, ao menos até a tarde desta quinta-feira (23).
Participaram da ação integrantes de diversas entidades como o Movimento dos Pescadores e das Pescadoras Artesanais (MPP), a Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiras e Marinhas (Confrem) e a Articulação Nacional dos Pescadores (ANP).
Matilene Rodrigues, integrante da coordenação nacional do MPP, explica as dificuldades no processo de apresentação das demandas do setor. “A gente conseguiu que eles nos recebessem. Levamos nossas pautas e discussões, e agendamos conversas com os órgãos. Saíram algumas coisas prometidas, mas, como a gente sabe, o governo nos recebe, promete, cumpre algumas coisas e outras não”, disse.
Os pescadores criticam o desmonte de políticas voltadas para o setor, a começar pelo fim do Ministério da Pesca e da Agricultura, levando a questão a ser uma pasta da Casa Civil.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos pescadores artesanais é o cancelamento e suspensão de Registros Gerais de Pesca. Rodrigues aponta a urgência de uma solução para a questão. “Uma das nossas pautas é nossa documentação. A Carteira de Pescador. Nós renovamos a cada ano. Se não renovar, há cancelamento ou suspensão. Nós temos muitos pescadores nessa situação. Se o documento estiver cancelado, não se acessa direitos”, explicou.
Entre os direitos mencionados pela integrante do MPP, está a possibilidade  de contribuição previdenciária. Segundo a articulação que realizou a ocupação do Planejamento, cerca de 600 mil pescadores e pescadoras estão em situação de irregularidade por conta da não renovação por parte dos órgãos competentes.
Além de pautas mais imediatas, os pescadores também levaram ao governo reclamações referentes aos territórios de pesca. Para eles, empreendimentos empresariais não planejados do ponto de vista ambiental, bem como a liberação da pesca estrangeira no país, têm prejudicado sua atividade econômica.

Edição: Simone Freire.
Fonte: https://racismoambiental.net.br


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

21 de Novembro foi o dia Mundial da Pesca


O Dia Mundial da Pesca, instituído em 1998 e comemorado anualmente em 21 de Novembro, destaca a importância da conservação dos oceanos, dos rios e do pescado.
Nós, os pescadores e pescadoras artesanais, sabemos da importância da preservação das espécies aquáticas para a manutenção dos estoques pesqueiros e para a nossa soberania alimentar, com pescado de qualidade!!!
Viva a pesca artesanal!!!!!

Pesquisadores de Caravelas monitoram caranguejos por meio de um aplicativo de celular

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Para assistir o video basta clicar AQUI


Pescadores invadem Planejamento em protesto contra cancelamento de registros.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, pessoas andando e atividades ao ar livreMais de 200 pescadores e pescadoras artesanais de várias partes do país acabam de ocupar na manhã de hoje (22/11) o Ministério do Planejamento, em Brasília (DF). Os pescadores e pescadoras fazem parte do Movimento dos Pescadores e Pescadoras artesanais (MPP), da CONFREM (Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiras e Marinhas), da Articulação Nacional das Pescadoras (ANP) e a ocupação do ministério foi motivada pela total desestruturação das políticas de pesca do país, o que, segundo os manifestantes, tem colocado a Pesca Artesanal no seu pior momento da história.
Os pescadores reivindicam ao ministério a revisão dos cancelamentos e suspensões dos Registros Gerais de Pesca (RGP), que vem acontecendo desde 2014 e que somados aos cancelamentos mais recentes já atingem quase 600 mil pescadores e pescadoras em todo o Brasil. O RGP é um documento obrigatório para o exercício da pesca e precisa ser renovado anualmente. Os cancelamentos têm acontecido de maneira arbitrária e tem levado à criminalização de vários pescadores e pescadoras no exercício da profissão. A não renovação dos RGPs, que se agravou desde a extinção do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), também tem dificultado o acesso à benefícios previdenciários e ao seguro-defeso, benefício recebido pelos pescadores quando a pesca é proibida para garantir a reprodução dos peixes.
Para mais informações acesse: https://goo.gl/uQxSS9

Grupo bem viver melhor idade


A prática da atividade física na terceira idade esta se tornando um fenômeno cada vez mais comum e os benefícios são muitos, pois o simples fato de praticar alguma já melhora muito a qualidade de vida.
O NASF (Núcleo de apoio a saúde da família) é coordenado pelo fisioterapeuta Flávio Braga, conta com a participação de outros profissionais como a   Fisioterapeuta Maria Herminia (Nina), Psicólogo Bruno Menezes ,nutricionista Raianne Paixão e assistente Social  Manuela Silva.
No Projeto acontecem encontros de segunda a quinta feira supervisionados pelos fisioterapeutas,     aprovado pela secretária de saúde Ananda     Medeiros, e com total apoio  do prefeito Silvio  Ramalho, são realizadas atividades lúdicas,   alongamentos ,exercícios aeróbicos ,funcionais, treino cardiorrespiratórios, educação postural  e  palestras com outros profissionais da saúde .
Hoje o viver bem melhor idade ,conta com a  satisfação da população  Caravelense.  
As aulas acontecem de segunda a quinta feira, sendo segunda e quarta de 8:00 as 9:00 da  manha no clube dos 40 em Caravelas, terça e quinta de 7:00 as 8:00 na quadra poliesportiva da Barra.


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Novenas preparatórias para a festa da Padroeira da Barra de Caravelas estão proximas


Exposição multimídia que une fotos e vídeos em realidade virtual chega a Teixeira de Freitas



Promovida pela Fibria, a mostra que reúne imagens de Araquém Alcântara, um dos maiores fotógrafos de natureza do Brasil, e vídeos gravados em 360º, pode ser visitada de 16 a 30 de novembro no Shopping PátioMix
 

A população de Teixeira de Freitas (BA) e região tem a oportunidade de visitar a exposição “A Floresta sob um Novo Prisma” a partir desta quinta-feira (16/11), promovida pela Fibria. Depois de passar por Vitória, Aracruz e Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, além de Londres (Inglaterra), a mostra desembarca no Shopping PátioMix, onde permanece até o dia 30 de novembro.
Fazem parte da exposição atividades como o cultivo de urucum por agricultores familiares do sul da Bahia, a Filarmônica Lira Imaculada Conceição e os monitoramentos ambientais que a Fibria realiza em Caravelas. Com imagens do reconhecido fotógrafo Araquém Alcântara e vídeos gravados em 360º com o recurso de realidade virtual, a mostra permite uma experiência interativa. O visitante terá a sensação de ver por dentro a farinheira comunitária localizada em Alcobaça e acompanhar a atividade de recuperação da Mata Atlântica, por exemplo. A exposição permite que o visitante conheça a floresta plantada sob um novo ponto de vista.
Para registrar a diversidade da floresta, Araquém Alcântara, que é um dos principais especialistas brasileiros em retratar a natureza, percorreu aproximadamente 5 mil quilômetros em municípios do sul da Bahia e do Espírito Santo. Ao todo, foram visitados 16 municípios. O resultado da expedição está reunido em 40 fotografias, que retratam a Mata Atlântica, as aves, os mamíferos, as comunidades tradicionais e os produtores rurais, incluindo agricultores familiares, nas áreas onde a Fibria atua.
“Esse projeto mostra com muita sensibilidade como o território sob influência de nossas atividades é conectado e possui uma ligação sistêmica entre regiões, comunidades tradicionais, empresa e o meio ambiente. A floresta gera riquezas, compartilha histórias e tem uma fauna e flora pulsantes”, afirma o presidente da Fibria, Marcelo Castelli.
Além de belas fotos, a exposição conta com vídeos em 360º, em realidade virtual (VR). Em um jipe cenográfico, os visitantes podem acompanhar, em uma imersão quase real, possibilitada por óculos com tecnologia VR, atividades como a retirada de favos de mel de colmeias em florestas de eucalipto, o plantio de mudas nativas de Mata Atlântica e a produção de alimentos por parte de agricultores familiares, entre outras experiências.

Outro detalhe da exposição é a interação que o visitante pode ter com algumas fotos. Cinco imagens da mostra têm suas histórias aprofundadas por meio de vídeos narrados pelos próprios protagonistas das fotos. Com isso, o visitante pode conhecer melhor o universo registrado pelas lentes do fotógrafo Araquém Alcântara.
As fotos da mostra também foram reunidas em um catálogo, com 20 imagens adicionais não publicadas na exposição, cujo prefácio é do jornalista e acadêmico José Antônio Martinuzzo, professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A publicação estará disponível na exposição para os visitantes em um totem com tela touch.
Todas as estruturas da iniciativa, incluindo as de sustentação das fotos, que são inspiradas em figuras prismáticas, são feitas em madeira de eucalipto produzida a partir de plantios 100% renováveis.
A mostra fotográfica tem outra particularidade: três fotos expostas contam com a técnica de audiodescrição, que possibilita que pessoas com deficiência visual possam interagir com as imagens. O trabalho foi desenvolvido pela audiodescritora Letícia Schwartz, que tem vasta experiência no desenvolvimento desse tipo de conteúdo.







segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A Secretaria de Cultura de Caravelas promove o III Concurso de Marchinha Carnavalesca, para contribuir com a cultura carnavalesca do município, que é uma das mais tradicionais do Extremo Sul da Bahia. As inscrições estão abertas até 24 de novembro. A única modalidade em disputa é a “Marchinha de Carnaval”, de temática livre. As composições concorrentes deverão ter melodia e letras originais e inéditas.


Operações da Fibria em Caravelas recebem visita de representantes da imprensa

Foto: Morau
 
Em operação desde março de 2003, o sistema de transporte marítimo de madeira da Fibria, que transporta eucalipto entre o sul da Bahia e a fábrica da empresa, no norte do Espírito Santo, ajuda a desafogar o tráfego de carretas nas rodovias e acaba de passar por um projeto de modernização. Nesta terça-feira (7/11), um grupo de representantes da imprensa do sul da Bahia foi conferir de perto a operação do Terminal, que gera cerca de 600 empregos diretos.
Com a modernização, o Terminal passou a operar com guindastes que contam com tecnologia de ponta no carregamento e descarregamento das barcaças. A operação com esses equipamentos reduz em 40% o tempo de carregamento/descarregamento, aumentando a eficiência em relação ao trabalho antes feito com a utilização de máquinas carregadeiras. “A alternativa também oferece ganhos ambientais, já que não há desgaste de pneus e o consumo de combustível é menor”, observa Lucas Bozolan Mendes, coordenador de Logística da Fibria.
Caravelas também está entre os municípios atendidos pelo Programa de Desenvolvimento Rural Territorial (PDRT), desenvolvido pela Fibria com o objetivo de fortalecer a agricultura familiar. Nove associações de pequenos agricultores fazem parte do PDRT em Caravelas, contemplando cerca de 350 famílias. Elas recebem orientação sobre gestão e comercialização de diversos produtos agrícolas.
Outras 20 famílias do município também participam do Colmeias, iniciativa por meio da qual a Fibria oferece áreas para instalação de apiários em seus plantios florestais, visando incrementar a renda familiar dos participantes, que também recebem orientação sobre produção e comercialização de mel.
 
“O Colmeias e o PDRT são iniciativas por meio das quais a Fibria busca inserir as comunidades em atividades produtivas, oferecendo oportunidade de geração de renda”, destaca Narcisio Loss, consultor de Sustentabilidade da empresa.
 
 
Assessoria de comunicação da Fibria, Pauta 6
 

Pescadores chamam camarão de marisco e perdem seguro-defeso

Marisqueiros. É assim que pescadores de camarão na Bahia se identificam há várias gerações. Agora, contrariando o vocabulário que passou de pai para filho, descobriram que devem nomear o camarão de outro jeito.
 Mais de 20 mil pescadores baianos estão sem receber um benefício do governo porque registraram o produto como marisco, em vez de crustáceo, segundo a Defensoria Pública da União. O problema já dura dois anos. Com as várias mudanças da Secretaria de Pesca na estrutura do governo, eles não conseguem atualizar o RGP (Registro Geral da Atividade Pesqueira). Sem corrigir o registro, os pescadores não conseguem receber o seguro-defeso.
 O benefício de um salário mínimo (R$ 937) é pago ao pescador artesanal durante o período de defeso –época de reprodução, quando o governo proíbe a pesca para preservação de espécies. O pagamento está na mão do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), mas é a Secretaria de Pesca que cuida dos registros.
 Criada em 2003, a secretaria já foi promovida a ministério, já ficou ligada à Agricultura e recentemente migrou para a Indústria, Comércio Exterior e Serviços. No dia 4/10 o Senado aprovou outra mudança: vinculação direta à Presidência. O ministério da Indústria, que ainda abriga a secretaria, atribuiu o problema à alta demanda e poucos servidores.

Para ler o texto completo, clique aqui.

FONTE: Folha Uol.

Biodiversidade marinha brasileira ganha série com 10 livros


A biodiversidade marinha no Brasil ganhará uma série com 10 livros em inglês voltados para estudantes, pesquisadores e demais interessados em conhecer os ambientes costeiros.
Alexander Turra, professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) e editor-chefe do projeto, explica que a série Brazilian Marine Biodiversity é resultado de um trabalho crescente que começou com a criação da Rede de Monitoramento de Habitats Bentônicos Costeiros (ReBentos), criada com apoio da FAPESP no âmbito de um acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para consolidação do Sistema Nacional de Pesquisa em Biodiversidade (Sisbiota). O ReBentos está vinculado à Rede Clima na sua sub-rede Zonas Costeiras. 
Diferentes habitats dos ambientes costeiros são tratados em publicações que analisam papel da biodiversidade nos serviços ecossistêmicos (foto: recife de coral no litoral da Bahia/Ruy Kikuchi)
 
“Temos pouco material publicado sobre a biodiversidade brasileira em língua inglesa e a abordagem que usamos nessa série é nova. Optamos por trabalhar os habitats não apenas do ponto de vista da biodiversidade, mas do funcionamento do ecossistema e das ameaças que ele sofre. Vamos tratar de aspectos mais funcionais desses ambientes”, disse Turra.
A costa brasileira e sua diversidade de vegetação e ecossistemas é capaz de armazenar milhões de toneladas de carbono, o que torna o Brasil um bom lugar para testar novos mecanismos para avaliar e conservar o chamado carbono azul – CO2 armazenado em ecossistemas costeiros.
Turra explica que a falta de estudos de longo prazo da biodiversidade tem deixado o Brasil para trás na avaliação global das consequências das mudanças ambientais globais em ecossistemas costeiros. Um dos papéis da ReBentos é ampliar o conhecimento desse assunto não só no meio acadêmico, mas também para estudantes e o público geral.
Com o auxílio do programa Sisbiota foi possível estruturar a rede de pesquisadores sobre a temática da biodiversidade marinha e mudanças climáticas. “De certa forma, a ReBentos induziu no Brasil o estudo desse casamento entre mudanças climáticas e organismos bentônicos”, disse Turra, um dos criadores da rede, à Agência FAPESP.
A ReBentos reúne 166 pesquisadores em toda a costa brasileira, pertencentes a 57 instituições de ensino e pesquisa nacionais e internacionais com atuação nos 17 estados costeiros.
Não por acaso, os 10 livros seguem a mesma divisão dos oito subgrupos criados na ReBentos que também são os habitats dos animais bentônicos: bancos de rodolitos, costões rochosos, estuários, fundos submersos vegetados, educação ambiental, manguezais e marismas (pântanos salgados), praias e recifes coralinos. Há ainda mais dois livros, sobre plataforma continental e gramas marinhas.
“A série apresenta uma análise do papel da biodiversidade e da importância dos serviços ecossistêmicos. Discute também as ameaças a cada habitat, como poluição, espécies invasoras e mudanças ambientais globais”, disse Turra.

Para saber mais: http://agencia.fapesp.br/biodiversidade_marinha_brasileira_ganha_serie_com_10_livros/25012/

FONTE: Agência FAPESP e também aqui

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Técnicos da CAR visitam em Caravelas local do futuro Centro de Beneficiamento de Pescados

A Prefeitura de Caravelas, através da Secretaria de Agricultura e Pesca, em parceria com a Coompescar - Cooperativa das Marisqueiras e Pescadores de Caravelas -, recebeu na manhã desta quarta-feira (27) a visita dos técnicos da CAR - Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional, de Salvador, para análise da área onde poderá ser construído Centro de Beneficiamento de Pescados.
 
Projeto que foi uma iniciativa da Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca e da Coompescar. O Objetivo do Centro de Beneficiamento de Pescado é melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida da comunidade Pesqueira de Caravelas. Após a visita, será produzido, pelos engenheiros, um relatório para viabilizar o Projeto na sede da Coompescar.
O Prefeito de Caravelas, Silvio Ramalho, acompanhou a visita e está empenhado em conseguir trazer este projeto para os pescadores da cidade. “É importante fomentar a pesca na nossa cidade. Este centro trará condições melhores de trabalho aos pescadores e pescadoras, além de dar mais qualidade de vida para muitas famílias que serão beneficiadas com o pescado que vai movimentar a economia do município.” 
O Secretário de Agricultura e Pesca, Daniel Siquara, se mostrou otimista com relação à construção do Centro de Beneficiamento em Caravelas. “estive em Salvador e convidei os engenheiros da CAR para realizar esta visita técnica. Acredito que esta será mais uma conquista para as famílias de pescadores caravelenses.”, disse o Secretário.

Por Neuza Brizola/ Ascom

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Fibria inicia movimentação de madeira com guindastes em terminais marítimos




 O projeto, que demanda investimento de R$ 54,4 milhões, possibilitará que menos caminhões de transporte de madeira sejam usados nas rodovias capixabas e baianas.

 
Já estão em operação nos Terminais Marítimos da Fibria em Barra do Riacho (Aracruz-ES) e em Caravelas (BA) os primeiros dois guindastes – de um total de quatro – que fazem parte do projeto de modernização do transporte de madeira por via marítima entre o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo. A movimentação de madeira com guindastes garante operações mais seguras, sustentáveis e produtivas. A Fibria está investindo R$ 54,4 milhões nesse projeto, incluindo obras civis e equipamentos.
Fabricados na Finlândia, os guindastes de grande porte operam no carregamento das barcaças que transportam madeira, no Terminal de Caravelas, e no descarregamento das embarcações, em Barra do Riacho. Cada barcaça comporta uma carga equivalente a 100 viagens de caminhões tritrem, contribuindo para desafogar o tráfego nas rodovias.
 Além de contribuir para a segurança nas estradas, reduzindo o tráfego de caminhões, a operação com guindastes oferece mais segurança ao operador, que fica na cabine do equipamento, sem contato próximo com a carga. Sob o aspecto da sustentabilidade, a utilização de guindastes resulta em menor uso de combustível derivado do petróleo (em Barra do Riacho, os equipamentos são movidos a energia renovável produzida pela própria Fibria em sua unidade industrial), menor uso de pneus e redução das emissões de CO2, gás que provoca o efeito estufa.
O gerente geral Florestal da Fibria, Carlos Nassur, enfatiza que a instalação dos guindastes é um passo importante para a modernização das operações. “Entre as vantagens desse novo sistema podemos destacar o aumento da produtividade, melhor aproveitamento do espaço interno das barcaças, redução das emissões de gases de efeito estufa e aumento da segurança nas estradas, além de redução de custos operacionais”, salienta ele.
Luiz Geraldo Micheletti Goessler, gerente de Logística Florestal da Fibria, explica que os dois guindastes começaram a operar há pouco mais de um mês e estão na fase de curva de aprendizagem, até alcançarem a produtividade esperada. Os operadores desses equipamentos receberam treinamento específico e sua performance também vem evoluindo com as atividades. “A expectativa é de que a operação com guindastes reduza em mais de 40% o tempo de carregamento/descarregamento das barcaças, quando o projeto estiver operando a plena capacidade, com os quatro equipamentos”, disse.
 
Em operação há 15 anos, os Terminais Marítimos da Fibria em Barra do Riacho e em Caravelas contribuem para dar mais equilíbrio à matriz de transportes da empresa. O modal marítimo responde por uma fatia de 25% do transporte de madeira da empresa, que também utiliza ferrovias e rodovias.
A execução do projeto de modernização do transporte marítimo também contribui para movimentar a economia nas respectivas regiões. No pico do projeto, foi mobilizado um efetivo de cerca de 150 pessoas, metade no Espírito Santo e metade no sul da Bahia. Como ocorre em projetos dessa natureza, a Fibria fez parceria com o Sine (Sistema Nacional de Empregos), e priorizou a contratação de trabalhadores locais.
 Fonte: Pauta 6 comunicações
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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Organizações de base comunitárias e lideranças extrativistas manifesta sobre o fim da Bolsa Verde em 2018 por falta de recursos orçamentários e financeiros.

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Dois casos em quatro dias de Baleia Jubarte encontrada morta.

No dia 22 de junho uma baleia Jubarte foi encontrada morta na região de Alcobaça e depois de 4 dias (26/06) foi avistado na praia da Ponta da Baleia em Barra de Caravelas mais  uma Jubarte morta. Segundo algumas informações, o mamífero  ainda era jovem e o Instituto Baleia Jubarte de Caravelas ainda não divulgou a causa suas mortes.



ELAS JÁ ESTÃO CHEGANDO

As primeiras baleias-jubarte de 2017 já estão sendo avistadas ao longo das costas Sudeste e Nordeste do Brasil, para deleite dos pesquisadores e de todos aqueles que aproveitam a oportunidade para apreciar estes belos animais em seu ambiente natural.

Imagem da Web
De hábitos altamente migratórios, as jubartes do Atlântico Sul passam o verão alimentando-se de organismos do plâncton marinho na região antártica, e retornam à costa brasileira no inverno e primavera para parir e amamentar suas crias, e também para os seus rituais de acasalamento, dos quais o famoso canto prolongado e melancólico dos machos é a parte mais conhecida.
Devido ao já grande número de avistagens da espécie em águas capixabas, este ano o Projeto Baleia Jubarte fará seus primeiros cruzeiros de pesquisa partindo de Vitória com o Instituto O Canal no final de junho. Nas bases de Caravelas e Praia do Forte, na Bahia, a capacitação de estagiários e operadores do turismo de observação de baleias terá início respectivamente na primeira e segunda semana de julho.
A presença das baleias tem uma grande importância porque movimenta a economia de diversas localidades costeiras da Bahia, como Caravelas, Porto Seguro, Itacaré, Morro de São Paulo e Praia do Forte, onde diversas operadoras turísticas levam os visitantes para bem perto das baleias em embarcações as mais diversas. 

Antes dizimadas pela caça em escala industrial, as baleias jubarte vêm se recuperando lentamente, e se estima que a população “brasileira” da espécie (ou seja, que se reproduz em nossas águas) esteja em torno de 17.000 animais.

Fonte: IBJ

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Após mobilização dos pescadores, Ministério do Meio Ambiente adia Portaria 445

Foi publicada, no Diário Oficial da União (DOU) do último dia 20 de abril, a Portaria 161, adiando os efeitos da Portaria 445/2014, que proíbe a pesca de mais de 400 espécies. O Ministério do Meio Ambiente (MMA), autor das duas Portarias, recuou da primeira após uma série de mobilizações organizadas pelas Colônias de Pescadores Confederadas em todo o país. Na Bahia, os manifestos ocorreram, principalmente, na região sul.
De acordo com o texto da publicação, a Portaria 445 de 17 de dezembro de 2014, que proíbe a captura, armazenagem, transporte e comercialização de mais de 400 espécies aquáticas em todo o Brasil, só deve entrar em vigor em 30 de abril de 2018. A medida foi comemorada como uma vitória pelo Sistema Confederativo da Pesca, que mobilizou seus associados pelo resultado.
Na Bahia, houve manifestação dos pescadores, especialmente, na região sul pela queda da Portaria 445. A última ação aconteceu na sexta-feira passada (21/4), quando um grupo de trabalhadores da pesca interrompeu o tráfego na BR 101, nas proximidades de Prado e Alcobaça.
O presidente da Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado da Bahia (Fepesba), Raimundo Costa comenta o adiamento da Portaria: ”Foi uma conquista fruto de muita luta, mas não pararemos por aqui. Continuaremos a nos mobilizar até que os estudos que basearam a Portaria 445 sejam reavaliados. O Governo parece querer acabar com a pesca artesanal: primeiro restringe os benefícios sociais dos pescadores, depois quer nos proibir de pescar. Não vamos permitir que isso aconteça. O Sistema Confederativo está unido nesse sentido”.
Abaixo, confira o texto da Portaria 161 na íntegra: